Alessandra quer que Turilessa devolva dinheiro economizado com a extinção do cargo de cobrador

Desde o fevereiro deste ano a empresa Turilessa aboliu o cargo de cobrador das linhas de transporte público municipal.

Posteriormente, a Vereadora Alessandra do Brumado entrou com projeto na Câmara Municipal dando origem à Lei 2.229/2016 que determinou a obrigação da presença de cobradores em todas as linhas de Brumadinho.

Tal medida ocorreu após a Vereadora ter acesso ao estudo tarifário da empresa. Este estudo serve de subsídio para determinar os valores das tarifas pagas pelos usuários à empresa concessionária do transporte.

Alessandra verificou que no preço das passagens estava embutido os custos com cobradores, portanto a empresa estava fazendo uma “economia indevida” através da prestação de um serviço precário para o cidadão brumadinhense.

A Lei, devidamente sancionada pelo Prefeito Antônio Brandão, deu um prazo de 45 dias para a Turilessa voltar com os cobradores. No entanto, Alessandra entende que foi dado um prejuízo aos usuários e que esse prejuízo precisa ser indenizado.

Dessa forma, a Vereadora entrou com uma representação no ministério público narrando os fatos e exigindo que a empresa devolva esse dinheiro através de investimentos no município.

“Como não há como ressarcir cada cidadão pelo que pagou a mais para a empresa, entendemos que Turilessa Ltda. deve converter o montante pago a mais pelos cidadãos brumadinhenses nesse período em alguma obra/ação social em benefício da população, de forma a ‘indenizar’ nossos cidadãos dos prejuízos por ela causados”, afirma a Vereadora na representação.

Neste mesmo sentido, Alessandra encaminhou ao Prefeito Antônio Brandão ofício com o mesmo teor, solicitando que sejam tomadas as medidas legais cabíveis para que a Turilessa devolva esse dinheiro à Brumadinho.

Alessandra ainda fez um cálculo preliminar de forma a demonstrar o prejuízo causado pela empresa concessionária.

“Fazendo um cálculo primário e básico, tendo como base a quantidade de meses que a Turilessa operou sem cobradores (4 meses), e tendo em vista o custo desses profissionais por mês, como previsto no estudo tarifário (R$3.271,00 por cada cobrador), sendo 13 cobradores, chegamos, portanto, ao valor de R$ 42.523,00 mensais. Multiplicado este valor pelo período de 4 meses, chegamos ao total de R$170.092,00 que a empresa teve de economia indevida, encima da prestação de serviço precário ao cidadão brumadinhense”, considerou.

A Vereadora ainda indicou que os recursos sejam investidos na Secretaria de Ação Social, para o pagamento do aluguel social para famílias carentes.

“Uma forma de fazer esse ressarcimento – que tomamos a liberdade de indicar – é a empresa investir esse montante (R$170.092,00) na prestação dos serviços de aluguel social disponibilizados pela Secretaria de Ação Social. É sabido que aproximadamente 100 famílias de Brumadinho estão na ‘fila de espera’ para conseguir o aluguel social, e sem previsão, já que a Secretaria de Ação Social não dispõe de recursos para atender a todos. Certamente, com a Turilessa direcionando os recursos conseguidos indevidamente para este fim, teremos como ajudar dezenas de famílias de Brumadinho”, considera o documento.

Veja abaixo a representação da Vereadora Alessandra do Brumado:

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